
Durante 15 dias passamos juntos uma lua de mel à nossa maneira, fomos alguns sitios, compramos coisas para a casa, descansamos e claro...namoramos. Mas como o que é bom acaba depressa!!! Acabou e tivemos que ir trabalhar..... Começamos os dias normais de trabalho. Eu levantava-me às 7h da manhã, fazia-le o saco pra levar, ele saía pro trabalho eu descansava mais um pouco e depois também saía pro meu trabalho. Na hora de almoço, eu ía a casa comer algo, dar de comer ao Max, lavar-le a jaula, ver se os pintainhos estavam bem com comer e agua e voltava pro trabalho. No fim do dia antes de vir pra casa, ía ao pão, algumas compras e voltava a casa. Fazia o jantar, roupa a lavar, passar a ferro, passear o Max, enfim....vida de casa. Entretanto ele chegava e ajudava-me se fosse preciso, senão tomava um banho, descansava e aguardava pelo jantar, pois o trabalho dele era muito mais cansativo que o meu... Bem até que fizemos 1 mês de casados e fomos jantar fora para celebrar; para muita gente isso não é nada 1 mês, mas para nós era uma alegria e esperança de muitos mais meses a repetir.... Alegria essa que durou apenas mais umas horas..... Ironia do destino ou não, não sei bem explicar o porquê, pois até hoje não tenho explicação; no dia a seguir 13 Setembro 2006 o meu dia no trabalho já começou a correr mal; cheguei a casa, comecei a fazer as coisas e o jantar e não sei porquê, há quem chame intuição femenina...eu não me sentia bem, estava com receio de que algo lhe tivesse acontecido. O telemovel desligado, e ele que demorava a chegar a casa. Até que chegou a casa todo molhado, pois era um dia de chuva, com a motorizada à mão. Mudou de roupa, comprimentou-me e disse que vinha já, ía só ao mecanico ou a casa dos meus pais, falar com o meu pai sobre a moto. Pedi-lhe que não demorasse, pois o jantar estava quase pronto e o telemovel em casa a carregar, não tinha como o chamar, ele disse:"está bem não demoro"....... Isto eram 19h da tarde, deu-se as 21h e eu preocupadissima, em aflição sem saber o que fazer, já me tinha acontecido isso antes e na ultima vez assim que ele me viu naquele estado disse-me que não voltava acontecer, a demorar sem avisar e pra não me preocupar. Mas eu não estava nada bem, e algo que dizia que ele tambem não. Então fechei tudo peguei no carro e saí à procura dele; passou por mim uma ambulância do INEM mas, eu sem saber de nada continuei o caminho. Passei no mecanico e nada, então fui em direcção a casa dos meus pais; até que num cruzamento estavam muitas pessoas e tinha sido um acidente, eu pensei " ele deve estar a ver quem foi ou a ajudar e ñem se apercebe das horas". Quando me aproximei das pessoas, parei o carro e perguntei o que tinha acontecido. Foi quando reconheci a moto e assustei-me mais ainda, alguém me perguntou se reconhecia a moto e o capacete que tinha parado a metros de distância, pois ninguem o conhecia......fiquei de tal modo que não pensei muito, meti-me dentro do carro a 100 à hora em direcção ao hospital. Eu só pedia que nada de grave lhe acontecesse, chorava, gritava, "falava" com Deus e Maria, isto pelo caminho e a conduzir velozmente, pelo meio encontrei um outro acidente, os bombeiros e a policia impediam o transito, mas implorei que me deixassem passar, pois o meu marido tinha passado na ambulância, e eles deixaram passar. Quando cheguei ao hospital, o segurança não me deixava entrar, pediu que fizesse a ficha dele e aguardasse noticias do médico....essas tardavam a chegar....eu pedia tudo menos a Morte....deram-me os pertences dele, liguei para os meus pais e cunhados, pois precissava de alguem.....Entretanto o proprio hospital disse que devia de ter alguem da familia comigo, pois não estava bem. Mas como os familiares tardavam a chegar, chamaram-me.............................................................. "Lamento mas, já não havia nada a fazer!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Bem depois de escutar uma frase dessas do médico, não há palavras que exprimem o que senti naquele momento e nos momentos a seguir..... Implorei que mo deixassem ver, pois só vendo é que acreditava mas não deixaram....gritei com todas as forças que tinha "PORQUÊ???????" Não obtive até hoje qualquer resposta. Entretanto meus pais e cunhados chegaram e tambem receberam a noticia. Entretanto os imcompetentes dos agentes policiais tambem chegaram (mais à frente explico o porquê da revolta e do nome incompetentes); assim como o meu irmão mais velho tambem me veio dar força e um abraço..... :( O "absurdo da morte, é que uma pessoa perde um ente querido e tem de estar com cabeça pra tratar do funeral e toda aquela burocracia.....Não dormi, nem ninguem dormeu nessa noite, mas eu nem nas noites seguintes durante muito tempo....a dôr essa ninguém imagina, só quem passa por o mesmo é que sabe o quanto dói... |