quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Em Amor não há Senão Enganos

Suspiros inflamados que cantais
A tristeza com que eu vivi tão cedo;
Eu morro e não vos levo, porque hei medo
Que ao passar do Leteo vos percais.

Escritos para sempre já ficais
Onde vos mostrarão todos co'o dedo,
Como exemplo de males; e eu concedo
Que para aviso de outros estejais.

Em quem, pois, virdes largas esperanças
De Amor e da Fortuna (cujos danos
Alguns terão por bem-aventuranças),

Dizei-lhe que os servistes muitos anos,
E que em Fortuna tudo são mudanças,
E que em Amor não há senão enganos.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos

Recomeçar de novo...

Finalmente percebi que, tudo não passou de uma palhaçada de mau gosto.
De uma brincadeira de sentimentos, de um passar o tempo...Ok, já percebi, foi tudo mentira...palavras, momentos, afectos, sentimentos...